Como usar a calculadora de juros compostos
- Depósito inicial: quanto você aplica hoje.
- Aporte mensal: quanto pretende investir todo mês. É aqui que a mágica acontece no longo prazo.
- Taxa anual e período: a rentabilidade esperada e por quantos anos o dinheiro fica aplicado.
- Capitalização: a frequência com que os juros são incorporados. Para a maioria dos investimentos brasileiros, escolha mensal ou diária.
A fórmula dos juros compostos
Nos juros compostos, cada período rende sobre o saldo do período anterior, que já inclui os juros passados. É o famoso «juros sobre juros»:
M = C × (1 + i)t
M é o montante, C o capital inicial, i a taxa por período e t o número de períodos. Com aportes mensais A, soma-se a parcela A × ((1 + i)n − 1) ÷ i, que é o valor futuro de uma série de depósitos iguais. Nos juros simples, ao contrário, os juros incidem só sobre o capital inicial.
Exemplo: R$ 500 por mês durante 10 anos
Você começa com R$ 10.000, aplica R$ 500 por mês e consegue 10% ao ano com capitalização mensal:
- Saldo final em 10 anos: R$ 129.492,90
- Dinheiro que saiu do seu bolso: R$ 70.000
- Juros ganhos: R$ 59.492,90, quase 46% do saldo final
Sem nenhum aporte, os mesmos R$ 10.000 virariam R$ 27.070,41. A taxa efetiva é de 10,47% ao ano, um pouco acima dos 10% nominais, porque os juros de cada mês também rendem.
Regra dos 72 e o efeito do tempo
Para estimar em quantos anos o dinheiro dobra, divida 72 pela taxa anual: a 8% ao ano, cerca de 9 anos; a 12%, cerca de 6. Por isso começar cedo pesa tanto: os últimos anos de um investimento longo costumam render mais que todos os primeiros juntos.
Juros compostos no Brasil: o que considerar
- Poupança: rende 0,5% ao mês mais a TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano; abaixo disso, rende 70% da Selic mais a TR. É isenta de Imposto de Renda.
- CDB, Tesouro Direto e fundos: pagam Imposto de Renda sobre o rendimento, pela tabela regressiva (de 22,5% a 15%, conforme o prazo). Veja o cálculo na calculadora de CDB.
- Inflação: um rendimento de 10% com inflação de 4% equivale a um ganho real de cerca de 5,8% ao ano. Para pensar em poder de compra, use a taxa real.
- Renda variável: ações e fundos imobiliários não rendem uma taxa fixa. A calculadora mostra um cenário médio, não uma promessa.
Os juros compostos funcionam dos dois lados: no rotativo do cartão ou no cheque especial, eles fazem a dívida crescer na mesma velocidade.
Importante: os resultados são estimativas para fins informativos e não constituem recomendação financeira. Condições reais dependem do contrato, das tarifas, do IOF e das taxas de cada instituição; confirme os números com o seu banco ou com um profissional certificado.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre juros simples e compostos?
Nos juros simples, os juros de cada período são calculados só sobre o capital inicial. Nos compostos, incidem sobre o saldo acumulado, incluindo os juros anteriores. Em prazos longos a diferença fica enorme.
Capitalização diária faz muita diferença?
Pouca. A 10% ao ano, a taxa efetiva é de 10,47% com capitalização mensal e de cerca de 10,52% com capitalização diária. O que realmente muda o resultado é a taxa, o prazo e o valor dos aportes.
Que taxa devo usar?
Para renda fixa, use a taxa contratada ou uma estimativa do CDI no período. Para investimentos de longo prazo em ações, use uma expectativa conservadora. Para pensar em poder de compra, desconte a inflação esperada da taxa.
Como converter uma taxa mensal em anual?
Na capitalização composta, taxa anual = (1 + taxa mensal)^12 − 1. Por exemplo, 1% ao mês equivale a cerca de 12,68% ao ano, e não a 12%.
Os aportes entram no início ou no fim do mês?
Nesta calculadora, no fim de cada mês. Se você investe no início do mês, o resultado real fica um pouco maior, porque cada aporte rende um mês a mais.
Última atualização: 9 de outubro de 2026